Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Até breve
Estou a chegar ao fim, o meu som antes forte mas sereno agora ecoa por todas as minhas veias. Graças a ti e aos teus amigos em inúmeras farras acabaram comigo. Não estou triste, vou entrar de férias, limpar a alma para voltar a ser cheio daqui a uns meses com uma nova colheita, outro néctar que seja pelo menos tão bom quanto o anterior. Que te faça rir, cantar, desabafar sempre que precises e queiras. Que dê para muitas farras que desperte o desejo a alegria, que te deixe nas nuvens, mas sempre consciente de que sou apenas um néctar passageiro e que amanhã chega um novo dia.
Aproveito estes meses que se aproximam até Setembro para retemperar forças ir a banhos, sim porque um Barril também precisa de ser limpo, esquecer o que já se foi e encarar o que se aproxima com a mesma vontade de te, ou pelo menos tentar, fazer feliz, um ser melhor ou pelo menos mais animado.
Como estamos no fim da Primavera quase a entrar no Verão deixo-te aqui um poema. Um poema de amor como a Primavera que finda geralmente associada a esse sentimento, ao inicio de algo. Lembra também o Verão, altura de se fazer a ceifa que era muito comum aqui há uns anos ( algo que infelizmente já não se vê) em que era-mos o celeiro da Europa e agora limitamo-nos a importar cereais, qualquer dia também acontece com o nosso néctar ( deus queira que não ... batendo em si próprio) mas com estas coisas das cotas de produção da CE nunca se sabe.
É um poema que de alguma forma “brinca” com a forma de estar e de falar das gentes de uma região do nosso país com muito bom vinho. Mas fá-lo de uma forma não ofensiva, não como o fez um certo dirigente cá do burgo que disse que era uma região assim um pouco para o deserto, mas enfim estes senhores que são letrados devem saber mais que eu que não passo de um Barril metido numa cave escura, mas fresca, aqui perdida algures na ciberlândia. 
Até breve, algures para Setembro aquando das vindimas.
 
 
Declaração de amor alentejana


Desda velhaca da acefa, que ficástes escarrapachada na minha alembradura.
Condólho pra ti com esses bêços de mula, o mê coração prega purradões nas
costelas, parece um trator a arrencar ecalitos naquela charneca.

Se mamáres comé támo, se macháres comé tácho vamos pedir ao té pai quacête o
nosso acasalamento.
Gosto de ti, porra!
Dá-me um bêjo, atão!
 
publicado por Passo às 13:39
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1 comentário:
De sonhador a 3 de Agosto de 2007 às 00:39
Boa noite amigo, passei para te dizer que tenho um miminho no meu blog para ti, espero que gostes e que te dê sorte
Peço desculpa mas o tempo é cada vez mais limitado, fiz uma mensagem igual para todos os meus amigos nomeados...
abraço sonhadores,e um enorme fim de semana,cheio de alegria!

sonhador

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